In English

Página Principal

Grupos Indígenas
Apalai
Apinayé
Apurinã
Arara do Pará
Asurini do Tocantins
Asurini do Xingu
Atroari
Banawá
Bororo

Caiuá
Canela
Cinta Larga
Deni
Fulniô
Guajajara
Guarani-Mbyá
Hixkaryana
Hupda
Ikpeng
Jamamadi

Jarawara
Juma
Kaapor
Kadiwéu
Kaingang
Kamayurá
Karajá
Karipuna do Amapá
Karitiana
Kaxarari

Kayabi
Kayapó
Krahô
Kuikuro
Kurâ-Bakairi

Mamaindé
Maxakali
Munduruku
Nadëb
Nambikuara
Palikur
Parakanã
Paresi
Paumari
Pirahã
Rikbaktsa
Sateré-Mawé
Suruí do Pará

Suruí de Rondônia
Suyá
Tenharim
Terena

Waiãpi
Waurá
Xavante
Xokleng
Yanomami Waicá Central
Yuhup

Mapa

SIL Internacional

Estrutura do Site

Kaapor

Dados básicos
    Nome: Kaapor
    Nomes alternativos: Urubu-Kaapor
    Auto-denominação: Ka'apor
    Classificação lingüística: Tupi, Tupi-Guarani, Oyampi (VIII)
    População: 800
    Local: Maranhão, 10 aldeias espalhadas sobre 7168 km2. Há quatro aldeias grandes, Zê Gurupi, Ximbo Renda, Gurupi-una e Água Preta

Sobre os Kaapor

Os primeiros encontros de paz dos Kaapor com os brasileiros ocorreram em 1928 em Canindé no rio Gurupi. Em 1928 era conhecido como Posto Indígena Pedro Dantas. Naquela época, o Posto se encontrava na ilha na frente do local atual de Canindé, do lado do Pará. Veja as três perspectivas sobre estes encontros neste site sobre os Kaapor.

Com a chegada de civilização os Kaapor se retiraram para a selva até que a reserva presente foi demarcada. A população estava estável com cerca de quinhentas pessoas por muitos anos. Houve um censo feito pelo chefe do Posto Canindé em 1968 e a população foi enumerada em um pouco mais de quinhentas pessoas. Naquela época, o chefe do posto foi a quase todas as aldeias e fez um censo. Mais um censo foi feito pelo chefe do Posto Turiaçu no final dos anos 70. Mais uma vez, foram enumerados em pouco mais de quinhentas pessoas. Desde então a distribuição de medicamentos por vários grupos ajudou a combater a mortalidade infantil, e também ajudou os adultos a sobreviverem a epidemias de gripe forte. Atualmente (2002) os Kaapor estão enumerados em cerca de oitocentas pessoas.

Uma característica interessante da língua Kaapor foi o desenvolvimento de uma língua de sinais entre eles. Existem vários surdos-mudos entre eles que são capazes de se comunicar com outros que não são surdos-mudos. O povo desenvolveu uma língua de sinais entre si (sistema de comunicação intra-tribal). Um surdo-mudo visitando uma aldeia distante tem capacidade de se comunicar com um membro de outra aldeia sem problema. (Um trabalho sobre a língua de sinais Kaapor será publicado neste web site no futuro)

Uma outra característica interessante é sua elaborada cerimônia de nomeação, com muitos enfeites de pena. No dia de nomear o(s) filho(s), esperam o nascimento do sol, e enfrentando o sol nascente o padrinho escolhido dançará com uma criança em seus braços, tocando um apito feito do osso do pé do gavião-real. Diversas crianças podem ser nomeadas durante esta cerimônia. O padrinho e o pai da criança têm ornamentos feitos de penas tais como um capacete feito das penas da cauda do pássaro japu, uma peça nos lábios decorada com a pena da cauda da arara como base, brincos, pulseiras, e às vezes faixas no braço também. Esta cerimônia está precedida por uma noite de bebedeira onde consomem quantidades grandes de cerveja feita de beiju (purê de mandioca tostada em bolinhos redondos) de banana ou de caju.

Capacete Peça nos lábios

A língua Kaapor tem 14 consoantes e 6 vogais que são orais e podem ser nasais.

Kakumasu, James Y., 1976, Gramática Gerativa Preliminar da Língua Urubu (299 kB), Série Lingüística Nº 5: 171-197.

———, 2004, Urubu-Kaapor Sign Language (em Inglês, 48 kB), Summer Institute of Linguistics.

——— e Kiyoko Kakumasu, 2007, Dicionário por Tópicos — Kaapor - Português (1868 kB), Associação Internacional de Lingüística, Cuiabá, MT.

Kakumasu, Kiyoko, Urubu-Kaapor Girl's Puberty Rites (em Inglês, 226 kB), Summer Institute of Linguistics.

 

http://www.sil.org/americas/brasil/langpage/portukpg.htm
Copyright 2007 SIL International. Todos os direitos reservados.